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Notícias admin em 17 Dez 2008

Buraco gigante é visto em campo magnético da Terra

    Os satélites da missão espacial Themis, lançados em 2007, descobriram um grande buraco no campo magnético da Terra.

20081217123148campo 203 - 20081217123148campo 203

Segundo os cientistas da Nasa, a agência espacial americana, a abertura é dez vezes maior do que a esperada, e o buraco é quatro vezes mais amplo do que a Terra e sete vezes maior do que o diâmetro terrestre.

O campo magnético da Terra, também conhecido como magnetosfera, é uma espécie de bolha magnética que circunda o planeta e protege a superfície terrestre das partículas carregadas pelo vento solar.

Os cientistas explicam que o vento solar carregado de partículas “abre” o buraco na magnetosfera da mesma forma como um polvo envolve um objeto com seus tentáculos – um processo conhecido como “reconexão magnética”.

“O campo magnético do Sol se reveste ao redor da magnetosfera, provocando a sua ruptura”, afirma o cientista David Sibeck, da Nasa.

A descoberta do buraco foi feita no dia 3 de junho, quando os cinco satélites da nave espacial passaram pela cavidade no momento em que estava se abrindo.

“Já vimos cavidades como essa antes, mas não em escala tão grande”, disse Jimmy Raeder, físico da Universidade de New Hampshire que também trabalha no projeto. “O lado diurno inteiro da magnetosfera estava aberto para o vento solar.”

Orientação

Além do tamanho da cavidade, a orientação dos campos magnéticos do Sol e da Terra no momento da abertura também surpreendeu os cientistas.

Até a descoberta, pensava-se que o escudo de proteção funcionava melhor e impedia que as partículas conseguissem atravessar o campo magnético terrestre quando ele estava alinhado com o campo magnético do Sol. Acreditava-se ainda que, quando os campos estavam em direções opostas, a abertura era maior.

Os cientistas descobriram, no entanto, que, quando os dois campos magnéticos estão orientados em direções opostas, o número de partículas que atravessam o escudo terrestre é 20 vezes maior do que no momento em que os campos estão alinhados.

Quando um número grande de partículas atravessa o campo magnético terrestre, isso pode provocar tempestades solares, causadas pela liberação das partículas, e também tempestades magnéticas, que podem sobrecarregar cabos de energia com excesso de corrente elétrica e causar apagões.

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Fonte:
BBC Brasil.com

Matérias admin em 24 Nov 2008

Núcleos Magnéticos Laminados ou Compactados

Como mencionado anteriormente, nos materiais magnéticos ocorre perda de energia cada vez que o material é submetido a um ciclo de histerese. A perda é separada em perda por correntes de Foucault e perda por histerese; a primeira componente é provocada pela perda I2RR - I2RR de correntes que circulam no material, tendendo a se opor à variação da indução magnética; a segunda componente corresponde à energia despendida em orientar os domínios magnéticos do material na direção do campo.

As perdas dependem da metalurgia do material, particularmente da percentagem de silício, da freqüência, da espessura do material em um plano normal ao campo, e da indução magnética máxima.

A idéia é construir o núcleo de transformadores e máquinas rotativas de um material cujas moléculas tenham a maior facilidade possível em reverter sua posição quando o campo magnético reverte sua posição. As perdas por histerese são minimizadas através de tratamento térmico apropriado nas chapas de ferro-silício. As chapas são assim construídas de maneira a terem propriedades magnéticas melhores segundo uma direção preferida. Sua permeabilidade magnética nesta direção pode ser cerca de duas vezes maior que nas chapas de tipo clássico, sendo as perdas no ferro reduzidas. Tais chapas são do tipo grão “orientado”. A estrutura cristalina dessas chapas é orientada de modo que a direção de mais fácil magnetização seja sensivelmente paralela à direção de laminação. Para obter chapas de cristais orientados a mesma é submetida, quando à temperatura de recozimento, a um campo magnético que tem a virtude de orientar os pequenos cristais que a constituem. Este tratamento é normalmente aplicado em chapas com percentagem de silício superior a 3%, mas não muito superior, visto esta técnica dispensar o emprego de elevadas percentagens por chegar, por outra via, aos mesmos ou melhores resultados.

Vejamos alguns valores de perdas, para efeito de comparação:
· chapas de cristais não orientados, de 0,18 mm e 2,7% de silício: perdas a 400 Hz; 1,3T = 7,5W/kg;
· chapas de cristais orientados, de 0,1 mm e 3,1% de silício: perdas a 400 Hz; 1,3T = 2W/kg;

As chapas sem silício ou com pequenas percentagens de silício, laminadas a frio, podem ser fornecidas apenas semi-recozidas, com a vantagem de permitirem cortes mais perfeitos e com maior duração da respectiva ferramenta. Depois de feitos os recortes, torna-se necessário dar às chapas um recozimento completo, para retirar do material as tensões resultantes da operação de laminagem que sofreu, bem como das operações de recorte, para desenvolver uma estrutura de grão maior e mais uniforme e, conseqüentemente, alcançar as melhores propriedades magnéticas.

Cerca de 25% da energia elétrica gasta no Brasil é em motores elétricos industriais. Em 1989 o PROCEL (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica) realizou um projeto de avaliação do desempenho dos motores elétricos trifásicos e concluiu que os motores apresentam elevadas perdas em vazio. Tais perdas correspondem em média a 35% em relação à perda total média no motor. Nos Estados Unidos este percentual varia de 15 a 20%.

Discute-se que as elevadas perdas em vazio dos motores nacionais são provocadas pelo uso de chapas não qualificadas metalurgicamente, pelo processamento mecânico e térmico inadequado na operação de montagem ou em decorrência do projeto elétrico do motor. Pesquisas demonstram que o tratamento térmico de descarbonetação, crescimento de grão e alívio de tensões em materiais ferromagnéticos reduz de forma significativa as perdas em vazio dos motores elétricos. Os materiais ferromagnéticos nacionais após tratamento térmico apresentam perdas eletromagnéticas e características metalúrgicas compatíveis com os materiais utilizados nos motores elétricos importados.
As correntes de Foucault por sua vez são minimizadas construindo os núcleos com chapas finas e isolando-as, aumentado a resistência no caminho das correntes e portanto, reduzindo sua magnitude e conseqüentemente as perdas. Se as lâminas não forem colocadas apropriadamente elas tenderão a vibrar, contribuindo também para os ruídos do transformador ou motor. A espessura das chapas deverá ser tanto menor quanto maior for a freqüência da variação do fluxo ou, o que é o mesmo, quanto maior for a freqüência da corrente criadora deste fluxo. A espessura atualmente mais empregada para as chapas magnéticas é de 0,35 mm, empregando-se, no entanto, chapas de até 0,6 mm.

O isolamento entre as chapas pode ser feito com papel, verniz, ou por oxidação. No caso do papel é utilizado papel de seda, muito fino mas bastante resistente. As espessuras comuns são da ordem 0.025 a 0.04 mm. Quando o verniz é utilizado o mesmo pode ser aplicado através de máquinas especiais que permitem uma camada de espessura regular entre 0.004 a 0.01 mm, dependendo da viscosidade do verniz aplicado. Uma terceira possibilidade é a utilização de uma camada de óxido que serve de isolante entre as chapas. Normalmente esta opção é empregada apenas em transformadores pequenos, devido à fragilidade da camada de óxido. A camada pode se formar naturalmente ou a oxidação pode ser obtida por processos químicos, molhando as lâminas com um composto ácido que ataque o metal.

Já a adição de silício ao ferro permite além de aumentar a resistividade, reduzindo assim as perdas por correntes de Foucault, redução das perdas por histerese e do envelhecimento (aumento das perdas com o tempo). Maiores detalhes serão vistos na próxima seção.

Em alguns casos, ao invés de serem montados com chapas, às quais nem sempre podem ser dadas a configuração ideal, devido à própria limitação mecânica de corte e a problemas de montagem, os núcleos compactados são fabricados com pós metálicos e aditivos colocados em moldes adequados, que lhe dão a necessária configuração.

Esses pós metálicos apresentam características de resistividade bastante elevada, o que reduz ao nível necessário as correntes parasitas. São, em outras palavras, praticamente isolantes elétricos com características ferromagnéticas.

Os núcleos compactados, portanto, não exigem a prévia laminação do ferro, o corte da chapa em perfis e os diversos processos para corrigir problemas daí resultantes, como, por exemplo, o recozimento. Existe, entretanto, ainda hoje, uma limitação técnica de fabricação de tais núcleos, aliada a uma limitação econômica, devido ao processo que precisa ser colocado em prática durante sua fabricação.

O núcleo compactado, também chamado de ferrite, é conseqüente da compactação de pós, de composição previamente estabelecida. Esta compactação é realizada através de um aquecimento a temperaturas de aproximadamente 1/2 e 2/3 da temperatura de fusão, situação em que os grãos de material adquirem o estado plástico em sua capa externa.

Aplicando-se, nessas condições, uma pressão adequada sobre o pó, e deixando-se esfriar o corpo considerado, obteremos uma “colagem” entre os grãos do pó, que vão conferir ao corpo a necessária resistência mecânica. Observe que os pós, sem essa compactação, não têm forma própria, não podendo, portanto, serem usados como núcleo, destinado a receber ainda enrolamentos em torno dele.

Existe, porém, um problema de fabricação. A compactação referida, função de temperatura e pressão, se reduz com aumento de profundidade. Se esta for grande, os pós não são suficientemente compactados, pois, tanto pressão quanto temperatura são insuficientes para obtê-la. Para eliminar esse problema, teriam de ser adotados processos de fabricação especiais, de elevadíssimas pressões e de aquecimento, o que encareceria o processo. Por essas razões, a técnica de fabricação de núcleos de ferrite se aplica somente a peças de pequeno e médio volume. Não resta dúvida, porém, que, sob o ponto de vista técnico, é um processo em franco desenvolvimento, devendo substituir gradativamente o dos núcleos laminados, devido aos maiores recursos que oferece.

Matérias admin em 21 Nov 2008

Classificação dos Materiais Quanto à Permeabilidade

Os diferentes meios são caracterizados, do ponto de vista magnético, pela sua permeabilidade magnética (µ).

É costume considerar uma permeabilidade absoluta e uma relativa, sendo esta o quociente daquela pela permeabilidade do vazio ou do ar:

microabs - microabs
(2.3)

De acordo com sua permeabilidade, podemos distinguir três tipos de meios:
ferromagnéticos, paramagnéticos e diamagnéticos.

Estes dois últimos distinguem-se do primeiro por um comportamento inteiramente diferente, motivo pelo qual recebem, no seu conjunto, a designação de materiais não ferromagnéticos. Nos meios não ferromagnéticos, a permeabilidade relativa é muito aproximadamente igual à unidade, podendo ser superior ou inferior a esta; para cada caso, recebe as designações respectivas de paramagnético e diamagnético. Entretanto e como já se disse, a permeabilidade destes meios é muito próxima da unidade em ambos os casos.Por exemplo, a permeabilidade da platina, que é uma substância muito paramagnética, é de 1.00036 e a do bismuto, substância muito diamagnética, é 0.99983. A Fig. 2.10 ilustra esquematicamente a dependência BxH para materiais com comportamento magnético diferente.

As substâncias paramagnéticas mais usadas em eletrotecnia são as seguintes:

  • metais: platina, potássio, sódio, alumínio, cromo, manganês, etc;
  • ligas: contendo cromo, manganês, vanádio ou cobre;
  • gases: oxigênio, ozonio, óxido azótico, etc.
  • As substâncias diamagnéticas também mais empregadas são:

  • metais: ouro, prata, mercúrio, cobre, chumbo, etc.
  • todos os metalóides, à exceção do oxigênio;
  • quase todas as substâncias orgânicas.
  • densidadedofluxo 1 - densidadedofluxo 1

    Fig 2.10 – Representação BxH para materiais diamagnéticos, paramagnéticos e ferromagnéticos.

    2.2.4 - Perdas por Histerese e Correntes Parasitas

    Quando uma substância ferromagnética é sujeita a uma magnetização alternada há uma perda de energia que se transforma em calor e que é, por unidade de volume, proporcional à área do ciclo histerético cada vez que este é percorrido.

    A potência perdida será proporcional à freqüência da corrente magnetizante. Por outro lado, a área do ciclo é aproximadamente proporcional ao valor máximo do campo magnético atingido (BM - BM) elevado a uma potência que depende do tipo de material.

    Para os materiais atualmente usados a expressão das perdas por histerese será:
    PH - PH (2.4)

    Sendo que a constante K’ depende essencialmente da qualidade do ferro.

    À circulação de corrente alternada em enrolamentos cujos núcleos são de material metálico, correspondem correntes circulantes na própria massa metálica, conseqüentes a forças eletromotrizes induzidas nessa mesma massa. A essas correntes correspondem perdas de acordo com a lei de Joule.

    A fim de reduzi-las, não se empregam núcleos maciços e sim laminados nos aparelhos de corrente alternada. As chapas laminadas são dispostas de modo a reduzir as forças eletromotrizes induzidas e a intensidade das correntes.

    Em um certo volume de material metálico situado em um campo magnético alternado e formado de chapas laminadas, tem-se que:

  • a força eletromotriz induzida na chapa (de valor instantâneo E  - E valor médio quadrático E) é proporcional à espessura d da chapa, ao valor máximo EM - EM do fluxo e à freqüência f;
  • a perda por efeito Joule nas chapas é proporcional ao quadrado da espessura, ao quadrado da densidade máxima de fluxo e ao quadrado da freqüência;
  • a perda total é proporcional ao volume do conjunto de chapas, V.
  • Tem-se então:
    PF - PF (2.5)

    O valor de K sendo determinável experimentalmente, dependendo evidentemente da resistividade do material.

    As considerações acima apresentadas aplicam-se a núcleos formados de chapas delgadas e não a núcleos maciços, nos quais as correntes de Foucault podem distorcer fortemente o fluxo magnético.

    Matérias admin em 20 Nov 2008

    Curvas de Magnetização e Histerese

    O processo de magnetização de um material ferromagnético sob a influência de um campo externo se reduz a:

    • crescimento daqueles domínios cujos momentos magnéticos formam o menor ângulo com a direção do campo,
    • rotação dos momentos magnéticos na direção do campo externo.

    OrientacaoSpin 1 - OrientacaoSpin 1

      Fig. 2.3 - Esquema de orientação dos spins nos domínios.

    A saturação magnética se alcança quando acaba o processo de crescimento dos domínios e os momentos magnéticos de todas as regiões imantadas espontaneamente estão na mesma direção do campo.

    direcoesdemagentizacao - direcoesdemagentizacao

      Fig. 2.4 - Direções de magnetização fácil, média e difícil para os cristais de ferro, níquel e
      cobalto.

    Os monocristais das substâncias ferromagnéticas se caracterizam pela sua anisotropia magnética, ou seja a facilidade de magnetização dos cristais variam de acordo com a direção do campo aplicado, como se pode ver na Fig. 2.4 para os cristais de ferro, níquel e cobalto. O processo de magnetização de um material ferromagnético é caracterizado por suas curvas de magnetização BxH.

    Lembrando que a densidade de fluxo magnético em um ponto de um campo devido à circulação de corrente em um condutor, depende da intensidade da corrente, do comprimento do condutor, da posição deste em relação ao ponto e de um fator de proporcionalidade µ , que é a permeabilidade do meio considerado, a equação abaixo:

    B = µ. H (2.1)

    fornece a relação entre a densidade de fluxo magnético B (unidade: Tesla) e a força magnetizante H (unidade: A/m). Para o vácuo a permeabilidade magnética micro0 1 - micro0 1 é uma constante com o valor 4pi - 4pi no sistema internacional; para o ar, µ é um pouco maior que m0 - m0 podendo ser admitida igual a m0 - m0 nas aplicações práticas.

    No entanto, a permeabilidade magnética µ (unidade: H/m) não é em geral uma constante, ou seja, B não é uma função linear de H para algumas substâncias. Portanto, mais importante que o valor da permeabilidade , a representação usual da relação dada pela Eq. 2.1 é através de curvas BxH.

    Estas curvas variam consideravelmente de um material para outro e para o mesmo material são fortemente influenciadas pelos tratamentos térmicos e mecânicos.

    Sua obtenção é feita da seguinte forma: Para um material inicialmente não magnetizado, ao aumentar progressivamente a força magnetizante de 0 até hmaxx2 - hmaxx2 na Fig. 2.5, obtém-se o ramo 0a’. Reduzindo-se em seguida H de hmaxx2 - hmaxx2 até zero, tem-se o ramo a’b’. Quando H = 0, B = 0b’. Para reduzir B a zero, é necessário aumenta H em sentido contrário até 0c’, obtendo-se o ramo b’c’ da curva.
    Continuando-se a fazer variar H até Hmax - Hmax tem-se o ramo c’d’. Fazendo-se variar H de Hmax - Hmax até zero, em seguida até hmaxx2 - hmaxx2 e continuando deste modo, obtém-se sucessivamente os pontos e’- f’ - a’’- b’’ - c’’ - d’’ -e’’ - f’’ - …
    0a’ é a curva de magnetização crescente.

    curvadeMagneticao - curvadeMagneticao

      Fig. 2.5 - Curva da Magnetização

    A densidade de fluxo B = 0b’que permanece quando se anula a força magnetizante H é o magnetismo remanescente. Repetindo-se a operação acima descrita (variação de H entre hmaxx2 - hmaxx2 e Hmax - Hmax) um número suficiente de vezes, obtém-se uma curva fechada que se repete; o material terá então atingido o estado de magnetização cíclica simétrica (curva abcdefg na Fig.2.5). A esta curva fechada que se obtém quando o material se acha em estado de magnetização cíclica dá-se o nome de laço de histerese.

    Para um mesmo exemplar de material ferromagnético submetido a ensaio o laço de histerese depende do valor máximo que se dá à força magnetizante H; a Fig 2.6 apresenta vários laços de histerese correspondentes a valores máximos diversos de H.

    Em qualquer dos laços os valores de B são maiores no ramo descendente que no ascendente; a substância ferromagnética tende a conservar o seu estado de magnetização, isto é, tende a se opor às variações de fluxo. Essa propriedade tem o nome de histerese.

    A curva na Fig. 2.6, que se obtém ligando os vértices dos laços de histerese simétricos, correspondentes a uma determinada substância ferromagnética é a curva normal de magnetização; e é geralmente empregada no cálculo de aparelhos e máquinas elétricas.

    lacosdehisterese - lacosdehisterese

      Fig. 2.6 - Laços de Histerese em Função de hmaxx2 - hmaxx2

    Observações sobre as curvas B-H:

  • Quando o material se acha em estado de magnetização cíclica, o magnetismo remanescente (densidade de fluxo que permanece quando a força magnetizante H é removida) tem o nome de densidade residual de fluxo ou indução residual; e o valor 0c’ da força magnetizante, necessário para anular densidade de fluxo, é a força coercitiva;
  • Ao aumentar progressivamente a força magnetizante H, aumenta a densidade de fluxo B, cuja expressão é
    B = b + m0 - m0.H (2.2)
  • Para valores relativamente fracos de H, a densidade intrínseca de fluxo ß aumenta muito
    mais que o termo m0 - m0.H; a indução B é então praticamente igual a ß. Ao se elevar a intensidade da força magnetizante ß tende para um limite, que define a saturação magnética; atingida esta,
    ao aumentar H, ß permanece constante, enquanto que m0 - m0.H continua a aumentar segundo uma lei linear. Este comportamento pode ser observado nas curvas da Fig. 2.7.

  • Para um material inicialmente não magnetizado µ apresenta um certo valor, que
    cresce rapidamente até um máximo para depois decrescer (para o ferro na Fig. 2.8).
  • Envelhecimento - as propriedades das substâncias ferromagnéticas em geral variam com o tempo. A densidade de fluxo B que se pode obter com um determinado valor da força magnetizante H tende a diminuir com o tempo (µ tende a diminuir); as perdas de histerese tendem a aumentar. As ligas de ferro-silício utilizadas na construção de aparelhos elétricos são muito menos sujeitas ao envelhecimento que o ferro e o aço.
  • Magnetostrição - nos materiais ferromagnéticos observa-se o fenômeno da
    magnetostrição, que consiste na variação de volume conseqüente à variação do estado de
    magnetização. Este fenômeno causa a vibração dos núcleos ferromagnéticos de aparelhos de
    corrente alternada, com o dobro da freqüência da corrente. A magnetostrição é utilizada na
    produção e na detecção de ultrassons.
  • eq2 - eq2

      Fig. 2.7 - Composição da Eq. 2.2

    variacaomicro - variacaomicro

      Fig. 2.8 - Variação de µ
  • A temperatura também influencia nas características dos materiais ferromagnéticos. Isto pode ser compreendido se lembrarmos que um aumento de temperatura num sólido resulta em um aumento na magnitude das vibrações térmicas dos átomos e a livre rotação dos momentos magnéticos torna seu alinhamento aleatório. A magnetização de saturação é máxima a 0 K, diminui gradualmente com o aumento de temperatura até cair abruptamente a zero na chamada “temperatura de Curie” ou “ponto de Curie”. Vejamos o valor do ponto de Curie de algumas substâncias: ferro - 775º C; níquel - 360º C; cobalto -1110º C. A fig. 2.9 mostra a curva de saturação para o ferro puro e o FeO - FeO em função da temperatura.
  • Em conformidade com o fim a que se destinam, os diferentes materiais deverão possuir em maior ou menor escala determinadas propriedades. Vejamos alguns exemplos:
  • para a fabricação de ímãs permanentes interessam materiais com grande remanência e alta força coercitiva;
  • para algumas aplicações, normalmente blindagens para desviar campos muito fracos, interessa utilizar materiais com uma grande permeabilidade inicial;
  • para a construção de máquinas interessa, geralmente, que a intensidade do campo de saturação seja tão elevada quanto possível e esta qualidade associada a uma resistividade também o mais elevada possível para que as correntes induzidas no seio do material, nas peças que fazem parte dos circuitos magnéticos, sejam mínimas;
  • para a construção de eletroímãs, isto é, quando queremos exercer ações magnéticas sob o comando de correntes elétricas, interessa usar materiais de pequena remanência e pequena força coercitiva;
  • nas peças sujeitas a magnetização alternada, convém que o ciclo histerético do seu material seja de pequena área porque, como adiante se verá, as perdas por histerese são proporcionais à área do ciclo, por unidade de volume do material.
  • temperaturadeCurie - temperaturadeCurie

      Figura 2.9 – Saturação Magnética em Função da Temperatura

    Motor Perpétuo admin em 19 Nov 2008

    O Motor de Blindagem Magnética de Chris Cheng

    magpm - magpm
    Chris Cheng, um estudante secundário de Sydney, Austrália, generosamente doou este novo motor magnético para a nossa coleção crescente de dispositivos impraticáveis. Como sempre, nós desafiamos os leitores a mostrar que não pode funcionar, mas sem recorrer às leis da termodinâmica.

    Como se supõe que deveria funcionar.

    Materiais de blindagem magnética estão disponíveis. Eles não são blindagens perfeitas, mas para a finalidade deste motor, eles não precisam ser perfeitos.

    Uma armadura que pode girar livremente no centro consiste em um ímã permanente em parte coberto com uma blindagem magnética (preto sólido). A blindagem tem aberturas à direita, perto dos pólos. Um anel exterior tem ímãs em uma disposição radial com seus pólos norte para dentro, firmemente fixados a uma armação rígida. Estes ímãs são longos, assim os pólos sul estão a um raio consideravelmente que os pólos norte. O campo magnético de um pólo de ímã diminui em força com a distância.

    As aberturas da blindagem permitem que cada pólo de armação “veja” apenas um par de ímãs do anel exterior. Cada pólo da armação é afetado primariamente pelos poólos norte do anel, esses estando mais próximo. Então, na posição mostrada na imagem, o pólo N da armação é repelido, experimentando uma força à esquerda. O pólo S da armação é atraído, experimentando uma força à direita. Estas duas forças fazem um par que gira a armação no sentido horário.

    Simplicidade clássica! Se você quisesse melhorar isto, esses ímãs exteriores poderiam ser movidos para uma posição vertical, assim eles estariam em uma fileira cilíndrica de ímãs com seus eixos em paralelo. Então uma armação semelhante poderia ser colocada no plano dos pólos S, operando no mesmo eixo da armação no planos dos pólos N. Isto deveria dobrar a produção de força!

    Nós advertimos o leitor que este dispositivo tem detalhes que poderiam ser sutis e difíceis de analisar em detalhes. A leis de Gauss e Stokes em forma forma de cálculo vetorial podem ser necessárias para uma análise completa. Porém, este dispositivo tem uma falha simples e fundamental que pode ser apreciada até mesmo com o nível de física introdutória.

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    Kentaro Mori,
    baseado no Museu dos Dispositivos Impraticáveis de Donald Simanek

    Matérias admin em 19 Nov 2008

    MATERIAIS MAGNÉTICOS

    A habilidade de certos materiais - notadamente o ferro, o níquel, o cobalto e algumas de suas ligas e compostos - de adquirir um alto e permanente momento magnético, é de grande importância para a engenharia elétrica. As aplicações de materiais magnéticos são muitas e fazem uso de quase todos os aspectos do comportamento magnético.
    Existe uma variedade extremamente grande de diferentes tipos de materiais magnéticos e é importante saber primeiro porque estes e somente estes materiais possuem propriedades magnéticas e em seguida saber o que leva a comportamento diferentes nestes materiais, por exemplo porque um material carrega um momento permanente enquanto outros não.
    As pesquisas por materiais magnéticos com melhores características são motivadas pela possibilidade de redução nas dimensões dos equipamentos e diminuição de limitações no desempenho devido à saturação e perdas.

    Comportamento Magnético

    Alguns materiais, tal como o ferro, são marcadamente magnéticos, enquanto que outros não o são. De fato, uma das técnicas mais simples de separação de materiais ferrosos dos não-ferrosos é através da comparação de suas propriedades magnéticas.
    A importância histórica e comercial do ferro como um material magnético deu origem ao termo ferromagnetismo, para englobar as intensas propriedades magnéticas possuídas pelo grupo do ferro na tabela periódica.
    O ferromagnetismo é resultado da estrutura eletrônica dos átomos. Relembremos que no máximo dois elétrons podem ocupar cada um dos níveis de energia de um átomo isolado e que isso também é válido para os átomos de uma estrutura cristalina. Esses dois elétrons têm spins opostos e, como cada elétron, quando girando em torno de si mesmo, é equivalente a uma carga se movendo, cada elétron atua como um magneto extremamente pequeno, com os correspondentes pólos norte e sul.

    MagnetismoAtomico 1 - MagnetismoAtomico 1

      Fig. 2.1 - Magnetismo atômico. (a) Diamagnético. (b) Magnético.

    De uma maneira geral, em um elemento o número de elétrons que tem um certo spin é igual ao número de elétrons que tem o spin oposto e o efeito global é uma estrutura magneticamente insensível. Entretanto, em um elemento com subníveis internos não totalmente preenchidos, o número de elétrons com spin num sentido é diferente do número de elétrons com spin contrário (Fig 2.1). Dessa forma esses elementos têm um momento magnético global não-nulo.
    Como os átomos ferromagnéticos adjacentes se alinham mutuamente, de forma a terem suas orientações numa mesma direção, um cristal ou grão contém domínios magnéticos. Os domínios geralmente não têm dimensões superiores a 0.05 mm.
    Em um material magnético desmagnetizado os domínios estão orientados ao acaso, de forma que seus efeitos se cancelam. Entretanto, se os domínios são alinhados por um campo magnético, o material se torna magnético (Fig 2.2). O alinhamento de todos os domínios em uma direção origina um efeito aditivo, o qual pode ou não permanecer após a retirada do campo externo

    alinhamento de dominios 1 - alinhamento de dominios 1

      Fig. 2.2 - Alinhamento de domínios. Um campo magnético externo pode alinhar os domínios ferromagnéticos. Quando os domínios estão alinhados, o material está magnetizado.

    Para designar quando o alinhamento magnético é permanentemente retido ou não, são usados respectivamente os termos “material magnético duro” e “material magnético mole”; como os materiais mecanicamente duros tendem a ser magneticamente duros, esses termos são adequados. As tensões residuais de um material endurecido evitam a redistribuição ao acaso dos domínios. Um material normalmente perde essa ordenação dos domínios magnéticos quando é recozido, já que a atividade térmica provoca a desorientação dos domínios.

    Notícias admin em 17 Nov 2008

    Português ‘inventa’ escudo magnético para naves

    Espaço. O jovem investigador Luís Gargaté, do Instituto Superior Técnico, testou a hipótese de utilizar um campo magnético e um plasma para produzir um escudo protector para naves espaciais. Em laboratório já é possível fazê-lo.

    Minimagnestosferas podem tornar-se realidade

    Na série Jornada nas Estrelas, quando os raios cósmicos apertavam, o seráfico Spock activava o escudo protector da Entreprise e os tripulantes ficavam seguros. Da ficção à realidade, desenvolver o conceito tecnológico para produzir um escudo protector para naves a sério foi um dos objectivos do jovem investigador Luís Gargaté, do Instituto Superior Técnico. Juntamente com colegas do Rutherford Appleton Laboratory, em Inglaterra, Luís Gargaté já conseguiu mostrar a viabilidade do conceito. Em Rutherford foram feitas experiências à escala laboratorial, coroadas de sucesso. A equipa chama-lhes mini-magnestosferas, e funcionam. A descoberta foi publicada na Plasma Physics and Controled Fusion.

    Quando começou a trabalhar em plasmas, no Grupo de Lasers e Plasmas do Instituto Superior Técnico (IST), no último ano da licenciatura em Engenharia Física e Tecnológica, Luís Gargaté explorou a ideia de utilizar este estado da matéria como fonte de energia para lançar satélites - isso, entretanto, tornou-se possível. Agora, a acabar o doutoramento, o investigador de 27 anos olha para os plasmas de outra maneira. Estava-se em 2006 e um dia, em conversa com Robert Bingham, professor em Rutherford, surgiu a ideia. Porque não utilizar os plasmas, juntamente com um campo magnético, como escudo protector de satélites ou naves, como acontece com a própria Terra?

    “Aqui estamos protegidos das partículas altamente energéticas do vento solar e das estrelas, que podem ser mortais, pela magnetosfera da Terra, que as repele para o espaço”, explica Luís Gargaté. As únicas missões tripuladas que até hoje foram além da magnetosfera terrestre foram as Apolo, que rumaram à Lua. “Foram missões curtas e sabe-se hoje que os astronautas tiveram muita sorte porque nunca houve episódios de radiação mais intensa a coincidir com as missões”, conta o investigador do IST. Mas numa viagem tripulada a Marte, muito mais prolongada, o problema vai colocar-se.

    Para demonstrar o conceito das suas mini-magnetosferas (um campo magnético expandido por um plasma, que é por sua vez um campo de partículas com cargas eléctricas), Luís Gargaté teve que desenvolver um código de simulação que agora lhe permite fazer experiências virtuais, utilizando o supercomputador do Técnico (o mais potente do País). “Os nossos resultados são promissores e mostram a possibilidade de produzir campos magnéticos, que juntamente com um plasma, poderão alargar-se até um quilómetro”.

    Pode não parecer nada de especial, mas esta é a primeira vez que se demonstra tal coisa. A ideia de criar bolhas magnéticas para proteger naves tem quase meio século, mas os cálculos feitos na altura apontavam para a necessidade de campos de protecção de cem quilómetros. Isso tornava a ideia impraticável e remeteu-a para a ficção científica. O passo agora dado por Luís Gargaté recoloca a hipótese no domínio do real. Um campo magnético de um quilómetro é eventualmente exequível no futuro, embora haja ainda muito trabalho pela frente.

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    FILOMENA NAVES

    Campo Magnético admin em 14 Out 2008

    Linha de força

    fig239 1 2 - fig239 1 2
    Chama-se linha de força de um campo magnético a uma linha que em cada ponto é tangente ao campo desse ponto (fig. ao lado).

    Vemos que essa definição é idêntica à definição de linha de força do campo eletrostático. As características das linhas de força do campo magnético são as mesmas das linhas de força do campo elestrostático

    1º) Duas linhas de força de um campo magnético nunca se cruzam.
    2º) As linhas de força do campo magnético produzido por uma única massa magnética seriam retilíneas. E as do campo produzido por mais que uma massa magnética são curvas. Como na natureza não existe uma massa magnética isolada, mas elas existem aos pares, formando os ímãs, concluímos que as linhas de força dos campos magnéticos dos ímãs são curvas. A figura acima mostra a forma das linhas de força do campo de ímã em forma de barra.
    3º) Convencionamos que o sentido da linha de força seja o sentido de deslocamento de uma massa magnética puntiforme norte colocada sobre a linha. Com essa convenção concluímos que as linhas de força “saem” do polo norte e “entram” no polo sul (fig. acima).

    a) Tubo de força

    Chama-se tubo de força ao conjunto das linhas de força que passam pelos pontos de uma linha fechada não plana considerada no campo. É conceito análogo ao do campo eletrostático.

    b) Campo magnético uniforme

    É aquele em que o campo image005 1 - image005 1 tem mesmo módulo, mesma direção e mesmo sentido em todos os pontos.

    fig240 - fig240
    As linhas de força desse campo são retas e paralelas (compare com o tópico “Campo Elétrico Uniforme”). Na prática se obtém um campo magnético uniforme com um ímã que tenha os polos planos e paralelos, como indica a figura ao lado. O leitor deve estar lembrado de que, para se produzir um campo elétrico uniforme se usam dois planos uniformemente eletrizados, paralelos e próximos, um com carga image037 1 - image037 1, outro com image038 q - image038 q.

    fig55 - fig55

    Motor Perpétuo admin em 14 Out 2008

    Motor de Flutuação n.4

    Aqui está uma nova adição para nosso museu, contribuída por Dave Carvell. Esta aqui tem alguns detalhes inovadores para desafiar sua compreensão da física.

    tubes2c - tubes2c
    O recipiente lacrado tem dois tubos verticais. O da direita contém um líquido (azul) como água, e uma bola muito leve (vermelha), muito mais leve que o líquido. Como sempre nós o deixaremos usar um líquido com viscosidade zero. (Nós somos generosos sobre estes detalhes que não importam de qualquer maneira.)

    Duas “portinholas” G1 e G2 são feitas como diafragmas de íris que podem abrir e fechar depressa. Elas, é claro, não deixam passar uma gota d’água quando fechadas.

    Agora, todos nós sabemos que quando um objeto leve, como uma cortiça, é colocado debaixo da água, e então solto, ele volta à superfície e pode até mesmo pular pela superfície. Nós tiramos proveito desse fato. Nosso dispositivo, com seu líquido livre de viscosidade, deveria permitir até mesmo maior velocidade no topo. O dispositivo é iniciada com a bola ao fundo. Enquanto ela sobe, um sensor de alta tecnologia abre rapidamente a portinhola G1 deixando-a passar, fechando então o portão imediatamente e abrindo a portinhola G2 para a bola atravessar.

    Já que pelo menos uma das portinholas está sempre fechada os níveis da água são mantidos. A bola pula pela superfície com algum impulso, e o topo curvado do aparelho a desvia para o outro tubo onde cai, ganhando velocidade e impulso na queda, o bastante de forma que vai para baixo da superfície líquida e é rebatido para o tubo à direita onde, é claro, começa a subir. Isto deveria continuar para sempre, ganhando velocidade a cada ciclo.

    A tensão superficial e viscosidade apresentam grandes problemas aqui. Mas antes de nós nos darmos ao trabalho de encontrar um fluido perfeito para este dispositivo, nós deveríamos procurar falhas ainda mais fundamentais.

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    Kentaro Mori,
    baseado no Museu dos Dispositivos Impraticáveis de Donald Simanek

    Motor Perpétuo admin em 07 Out 2008

    Motor de Flutuação nº 3

    float pm - float pm
    Este dispositivo de movimento perpétuo provavelmente data da metade do século 19. O tambor principal está cheio com um líquido. Nele estão câmaras redondas cheias de ar (ou um vácuo) e conectadas através de varas aos pesos do lado de fora. As varas deslizam em selamentos, sem atrito ou vazamento, é claro. Como com muitos outros mecanismos desta natureza propostos, esta imagem é mais complicada que o necessário para ilustrar o princípio pelo qual se supõe que funcione. Os desenhos abaixo mostram apenas um peso e uma câmara de ar imersa em líquido.

    Quando na posição 1, a flutuabilidade da esfera inferior é o bastante para erguer o peso a sua posição mais alta. Se o tambor é empurrado agora ele se move em sentido anti-horário, o peso fica a esta distância radial grande pelo menos até que tenha girado 90°.

    hydraul3 - hydraul3

    Durante o próximo quarto de volta o peso tem um braço de alavanca grande. Ao término deste quarto de volta, na posição 3, a câmara de ar sobre para o topo do tambor, e o peso está agora em sua distância radial menor, (e braço de alavanca menor) onde fica para o próximo quarto de volta. Durante o última quarto de volta a flutuabilidade da câmara de ar faz o peso subir até que esteja em seu raio maior.

    Como o torque durante o segundo quarto de volta é maior que durante o terceiro quarto de volta, a roda ganhará mais energia que precisa para se mover para cima durante o quarto quarto de volta.

    Os princípios que se supõe que façam esta coisa funcionar permitem que o dispositivo seja iniciada por um empurrão em qualquer direção, e funcionaria da igualmente bem seja no sentido horário ou anti-horário. Isso é um pouco suspeito, não é? Também, se nós imaginarmos o movimento desta roda por um ciclo completo, os estados final e inicial são indistinguíveis, assim o princípio de Stevin nos diz que não irá girar. Contudo ainda gostaríamos de analisar os detalhes para ver exatamente onde o inventor foi desencaminhado.

    Nós lhe daremos uma verba para comprar rolamentos sem atrito, um líquido com viscosidade zero e selamentos à prova de vazamento e sem atrito para as varas móveis. Com toda esta vantagem, por que ainda não funcionará?

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